futilidades
segredado ao vento por Flor de Lótus , 15.8.09 11:53

Como é possível olhar para uma fotografia e não reconhecer a pessoa debaixo dela? Como é possível alguém sujeitar-se a tintas no rosto e objectos metálicos em todos os cm2 da pele? Como é que alguém pode ser algo que não é só para estar sujeita a aprovação de outrem? Mudar tanto de si mesma para publicitar invenções feitas pelos Homens que só têm como objectivo tornar a espécie fútil e caprichosa?
Recuso-me a dar o contributo para esta sociedade em podridão, para estes jovens obcecados com as fotografias do hi5, com todas aquelas que mostram ângulos e personagens que não lhes pertencem. Que vivem uma vida que não é a delas, com amigos de interesses e ocasiões.
Recuso-me a ser a popular, que o é não por ser amada mas por ser invejada, que vive uma vida de fachada e imagens, aquela que quando tira a maquilhagem ninguém a conhece e ninguém lhe liga.
Recuso-me a fazer parte do parasitismo e da ociosidade. Não tenho de ir para onde todos seguem. Sou eu que escolho como vivo. Sou eu que faço as regras do jogo que quero jogar limpo.
Recuso-me a perder o controlo sobre mim mesma, recuso-me a deixar de me conhecer.
Recuso-me! Eu vivo de cara lavada, sóbria e atenta. E aquilo que vêm é o que levam para casa, sem alterações nem retoques.
What you see is what you get
Estou plenamente de acordo Joaninha. Beijinhos