Às vezes
segredado ao vento por Flor de Lótus , 8.8.09 13:46
Às vezes gostava que não existisses.
Que parasses para pensar
Que deixasses de me magoar
Que reflectisses nas consequências que os teus actos têm em mim.
Gostava que tivesses consciencia que o teu desprezo me magoa
Que as tuas palavras me ferem
E que a tua indiferença me tortura.
Gostava que te lembrasses mais vezes que estou aqui
Que existo
Gostava que cumprisses as tuas promessas
Gostava de puder acreditar que não me usas
Gostava que não fosses um bruto insensível
(Se quando nos conhecemos eras a melhor pessoa do mundo para mim)
Gostava que não me tratasses como se fosse um peso para ti.
Gostava que me respeitasses como respeitavas
E que gostasses de mim como dizias gostar (uma vez que ultimamente nem te tens dado ao trabalho de fingir)
Gostava de não estar tão presa a ti
E gostava que as tuas acções me passassem ao lado
Gostava que parasses de ser a pessoa estúpida que tenho visto
E que parasses igualmente de fazer as coisas que eu sempre afirmei nunca tolerar a ninguém.
Gostava que parasses de me magoar, ou terei de arranjar uma pele nova
Às vezes gostava de nunca te ter conhecido