segredado ao vento por Flor de Lótus , 5.4.08 15:12


"O que pode a arte fazer para parar as bombas"


O que podemos fazer todos?

segredado ao vento por Flor de Lótus , 2.4.08 14:07


666 - apocalipse


999 - renascer


Eu já escolhi.
E tu?

segredado ao vento por Flor de Lótus 13:32


As pessoas, pensava eu, bichos estranhos.
Zangam-se com aqueles que mais amam, fazem o mal para benefício próprio, procuram a felicidade onde ela não existe, são cegas pelo trabalho, pela falsidade. Deixam-se guiar pelo dinheiro, pelo dinheiro que cheira à podre e as manipula como simples marionetas.
E vão jogando umas com as outras, um jogo invisível, cuja única regra é vencer.
Como pode o mundo evoluir se os jovens são fúteis? Como podem as crianças viver num mundo de guerra e desordem, que já as contagiou também? Como podem ser tão cruéis as pessoas? Porque estragam elas, o mundo que lhes foi dado?
Passam pela vida como sonâmbulas, querem poder e dinheiro, invejam os outros, levam vidas sem sentido, comem, dormem e inventam problemas. Esquecem-se do que é verdadeiramente importante, esquecem o essencial.
Gostava de pensar que é um problema apenas deste bairro. Este pequeno bairro com as casa todas iguais, este bairro com o nome de uma pessoa importante que ninguém conhece, ninguém sabe o que fez, mas também ninguém quer saber. Esta pequena porção de terra, onde as pessoas correm de casa para o trabalho e daí de volta para casa, sem repararem no pôr-do-sol ou nas flores.
Um bairro, em que o único espaço verde era uma pequeno parque redondo, à volta do qual passavam carros que enveredavam logo a seguir por outras estradas. Um bairro, onde nem os animais, nem as plantas são respeitados.
Mas eu sei que não é assim. Sei que saindo deste bairro tudo é igual, tudo é mesmo assim. E não são espíritos divinos ou criaturas fantásticas e sobrenaturais que vão mudar isso. Só as pessoas têm esse poder. Sim, as pessoas, estes seres a quem não é possível desvendar o segredo do mundo e da existência, o que está por detrás de tudo, elas fartam-se de procurar, mas não percebem que a única coisa que têm de mudar é a atitude.

Quem sou eu? Eu sou um espírito da Natureza. Um ser que habita as nuvens ou as profundezas do oceano, quem sabe? Sou uma ave, um peixe, um sorriso, uma alma? Sou um espírito do Sol, do vento, da Lua e das estrelas. Vivo de olhos postos no mundo, à espera que as pessoas aprendam a viver. Porque já só faltam elas.
Eu? Eu sou uma flor selvagem, plantada, regada e acarinhada por um anjo, que me tornou livre. Livre para sempre.