segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
28.3.09
16:40

obrigada por seres a melhor pessoa do mundo
obrigada por me teres tirado do abismo

obrigada por me compreenderes
por me amares

por me fazeres sorrir
obrigada por me teres tornado naquilo que sou

obrigada por seres tu, num mundo louco
Amo-te
segredado ao vento por
Flor de Lótus
16:04
lembraste de todo aquele tempo?
Todas as confidências, tocas as trocas, todo o companheirismo, todos os gritos, todas as fases, todos os trabalhos, todos os conselhos, todos os passeios e "voltas a escola", todas as sombras, todos os gelados, todos os beijinhos, todos os sorrisos, todas as prendas, todas as conversas, todas as faltas de paciência...

lembraste de todo aquele tempo?
A nossa irmandade dupla e solitária, a nossa amizade incompreensível por todos e invejada por ainda mais. tudo o que construímos ao longo do que já foram...anos...em todas as horas, todos os minutos, constantemente ligadas, conectadas, sem nos sentir-mos bem se fosse de outra maneira.
e chegou a hora de voares, e de ficar feliz por ti. De te ver partir e querer ao mesmo tempo ir contigo.
De ficar sem ti e ao mesmo tempo saber que agora és mais tu do que alguma vez foras.
A altura de abrir um fosso entre nós, disfarçado por cartas e telefonemas. A vida sem te ter pelo menos durante 8 horas diárias.

Adoro-te
segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
10.3.09
16:38

Olhei para a vela apagada, a janela estava aberta, a cama vazia. Tento em vão encontrar um rasto do teu cheiro, não vale a pena, o ar frio apagou tudo.
Sento-me na cama - a caixa - é sempre onde vou parar, é tudo o que me lembro daqueles dias.
- Sonhei, ou a melhor coisa da minha vida foi real?
- Esperemos que não seja só um sonho…
- Lá estás tu com tontices Joana – beijas-me o nariz – estou a pensar em inventar uma palavra nova sabes? Amo-te já não chega…
- Sabes que não precisas de ser assim para mim não sabes?
- Assim como?
- Não precisas de fingir comigo, não precisas de te armar em durona quando não é isso que sentes. Podes contar comigo sabes?
- Tu não percebes…
- Já leio os teus olhos há muito tempo, não me escondes nada Joana.
- Amas-me?
- Amo-te
Acordo dos pensamentos, que frio que entra daquela janela. Onde pusemos a caixa, será que te lembras? Será que devo perguntar?
- Diz-me o que tiveste com ela!
- Já te disse tudo.
- Achas que faz sentido estarmos separados?
- Não vivo sem ti, mesmo que me custe admitir.
- É como o mar
- Não se vê onde acaba…
- Tem calma, não olhes para mim como o mau. Eu estou contigo, sou da tua equipa.
- Não está a resultar…
- Tu não me deixas chegar a ti
- Já tentámos tantas vezes…
- Foste-te embora Joana, e contigo foi um bocado de mim. O que eu sinto por ti fica a cortar-me aos bocadinhos
- Viste o meu casaco?
- Está lá em cima. Vais-te já embora?
- Sim. Tenho de ir.
- Quando é que te vejo agora?
- Não sei João
Estremeço. Levanto-me para fechar a janela, ao longe um murmúrio, uma oração abafada que penetra o nevoeiro e chega até a mim. E ao fundo o mar…
Fecho a janela e pego na rosa que ali deixaste.
As alianças jazem juntas em cima da mesa num beijo eterno, e ao lado um bilhete teu Que achas de comprar-mos uma caixa nova?
Saio de casa em direcção às searas, onde tu me esperas. Juntos somos o efémero delírio apaixonado.
E um raio de sol incide sobre a rosa e o bilhete.
segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
4.3.09
14:43

sai de dentro de mim
pára
não me consumas mais
chega
morre