Paris toujours

segredado ao vento por Flor de Lótus , 27.1.11 12:29

Por vezes o momento não é de conversas e o tempo não é de passeios. É o caso.
Lá fora a chuva escorre pelos vidros e as gotas fazem corridas, as folhas em tons castanhos tecem coberturas de cores mágicas. Sinto que descobri a magia intrínseca presente no versos do frio outonal, aprendi a apreciar a melodia de um café quente às 6 da tarde, do guarda chuva, da lareira, do sofá e sobretudo dos casacos quentes que trazemos agarrados ao corpo. Os mesmos casacos que nos fazem sentir numa cosmopolita cidade de Manhantan ou Paris (ahh Pari).
Sinto que não sou daqui sabes? Que os meus pés precisam muito mais do que Lisboa e Cascais, Évora ou Porto. Que o meu espírito saudoso de outros ares anseia por terras longínquas perdidas onde os sonhos são o dia-a-dia.

Preciso de um passeio junto à Torre Eiffel com acordeão de fundo e de chuva miudinha com um casaco Prada vestido. Fútil? talvez seja. Mas acredito que um dia vou viver de croissants ao pequeno-almoço.

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