segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
24.6.10
20:35
Porque qualquer vislumbre de um momento especial é automaticamente apagado por algo melhor. Porque eu não sou suficiente e qualquer coisa serve para me ultrapassar.
As conversas não valem a pena, para que serviria a companhia?
E o que interessa tentar não magoar? Sou totalmente flexível aguento qualquer facada.
De que serve o esforço de ter um dia MEU lembrado pela minha presença. Um dia especial porque eu existi nele e fiz dele um dia diferente.
Um dia que possa ser recordado pelo MEU dia. Aquele em que o sol brilhou mais que nunca e o sorriso não abandonou a face por um segundo.
Gostava mesmo de ser relevante o suficiente para preencher UM DIA numa agenda.

Mas nunca serei pois não?
I'm Done
segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
19.6.10
20:42
Aquilo que te quero dizer não tem nome, nem sequer tem explicação.
O que te quero dizer está perdido num beijo e entrelaçado num olhar apaixonado.
O que te quero dizer quer dizer apenas uma coisa: Amo-te
Mas afinal não passa de mais uma palavra. Por isso vou ficar a olhar para ti e hoje, vou adormecer nos teus braços inundada pelo teu cheiro reconfortante.

segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
14.6.10
20:42
...we are too sexy for a sport that requires clothes.
H2O: two parts Heart and one part Obsession.
Chlorine is my perfume.
Oxygen is overrated.
Chlorine: the breakfast of champions!
I can't fly, but swimming is the next best thing.... The water is my sky.
Swimming: From the outside looking in, you can’t understand it. From the inside looking out, you can’t explain it.
When the earth floods from global warming, the swimmers will rule the world.
Just SWIM! (as fast as you can)

Não resisti =D...
segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
13.6.10
12:38
Aquele pequenino anel que tu me deste,
- Ai de mim - era vidro e logo se quebrou...
Assim também o eterno amor que prometeste,
- Eterno! era bem pouco e cedo se acabou.
Frágil penhor que foi do amor que me tiveste,
Símbolo da afeição que o tempo aniquilou, -
Aquele pequenino anel que tu me deste,
- Ai de mim - era vidro e logo se quebrou...
Não me turbou, porém, o despeito que investe
Gritando maldições contra aquilo que amou.
De ti conservo na alma a saudade celeste...
Como também guardei o pó que me ficou
Daquele pequenino anel que tu me deste...
Manuel bandeira
segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
10.6.10
18:03

Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.
Alberto Caeiro
segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
7.6.10
20:42
A casa da avó cheira a alegria. Cheira a tardes de Verão passadas no alpendre com a melhor amiga e com os primos. Cheira a festas de família e apanhas de ameixas que serviam de pretexto para muito mais do que aquilo que era.
A casa da avó cheira a alecrim, alfazema, louro e flores. Tudo misturado na criação de um aroma perfeito e harmonioso que torna impenetrável qualquer tristeza. Os lençóis cheiram a lavado e a cozinha a refogado. A cave cheira a tempo, a história, a recordações.
Em casa da avó as vidas são reconstruídas e todos os momentos inacabados. Os álbuns (mesmo aqueles que dão música) mostram rostos e sorrisos de outrora, outros tempos que a imaginação e o sonho completam.
Em casa da avó há sempre fruta e faz sempre sol. Há sempre um abraço, um miminho e um beijo no alto da cabeça. Há sempre um bom dia, uma boa-noite e um "não te esqueças de rezar".
Há sempre bolos feitos com a farinha do amor e decorados com o orgulho de nos ver crescer.
A casa da avó é o ninho onde os passarinhos aprendem a voar.
Em casa da avó está sempre a Avó e o Avô. Símbolo de toda a harmonia que pulsa no universo e de toda a segurança que o fiel carvalho oferece. E não podia ser de outra forma.

segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
5.6.10
21:25
Há vozes que não se ouvem e
cantos que não se espreitam.
Há palavras que não se dizem e
pessoas que não se conhecem
Há flores que não se cheiram e
há ventos que não se acaricia.
Há terras que não se cultivam e
estrelas que não cintilam
Há cheiros que não se respiram e
pedras que não garantem estabilidade.
Há palavras que não se confiam e
há sorrisos que não se sentem
Há estradas que não se percorrem.
Alguns caminhos têm de ser ignorados.

Algumas caixas devem permanecer fechadas