segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
31.1.10
17:25
Por alguma razão misteriosa o mundo cruzou-se no meu caminho. Reflexão pretenciosa e egoísta a minha. Como uma aragem vinda de um campo de searas.
Escrevo, porque preciso e porque a minha alma atinge velocidades que o corpo não supera. Escrevo, porque segundo o meu pedaço de sabedoria "Chorar faz rugas e pés de galinhas. Se escreveres ainda te podes tornar famosa".
Por alguma razão misteriosa pertenço a este caminho irregular de curvas traçadas e anseio pelo sol como o pássaro enjaulado anseia a liberdade.
Sinto a flor ao cheirá-la e toco o céu com os lábios.
Nada do que pudesse ansiar seria suficiente e qualquer aguaceiro tornaria as esperanças em gotas de orvalho.
Vivo de metáforas, porque nelas procuro o significado do ser e porque só nelas sei o que esperar.
Edifiquei um castelo de palavras cujas muralhas não passam de eufemismos e cujos sentidos valem mais que si próprios.
Sei que por uma fracção de instantes deixo de ser eu mesma e dispo todo o pragmatismo em mim enraizado.
Torno-me parte integrante de um vento que percorre os campos de pés descalços.
A flor de lótus fecha-se ao anoitecer e submerge na água. Ao amanhecer emerge e floresce novamente, como que prestando homenagem ao sol nascente. Esta flor converteu-se no símbolo natural do sol, da criação e do “renascimento”.

Take a deep breath with me sweetheard
segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
29.1.10
22:53
Fuck!
segredado ao vento por
Flor de Lótus
18:19
Hoje passei uma noite péssima. Dormi cerca de 4 horas e como se já não bastasse a inquietação filosófica e a tendência para coisas complicadas a que sou dada, a dor física atormentou-me neste período de vigília em que devia era estar a ressonar. De facto, a combinação entre dores de garganta, cabeça, barriga e nariz entupido não é desejável. Por isso quando o sol se levantou desejei ardentemente um eclipse, um apocalipse, qualquer-coisa-acabada-em-lipse que me deixasse ficar na cama.
Mas nada se elipsou e eu não tive outro remédio senão sair do meu ninho quentinho, debaixo de 6 ou 7 cobertores e caminhar para aquele pesadelo a que se hama escola (ainda não percebi eu bem porquê, se pesadelo assenta tão melhor..).
Passei pelas brazas a Português, não há comprimido para dormir que iguale a força poderosa de Os Lusíadas, analisados em tom monótono e sem pingo de emoção ou informação de relevo.
Em Educação Física apeteceu-me atirar a bola à cabeça da s'tora e explicar-lhe que o olho de trás não vê, ou pelo menos não deve ser ele a avaliar-nos. Logo, podia não passar a aula toda de costas para nós, please?
Em Psicologia a identidade parece-me algo de irreal e teórico. Apercebo-me de que a minha página está demasiado pesada. Apetece amachucá-la e atirá-la para o cesto de papeis.
Em paralelo com isto doi-me a cabeça, doi-me muito cabeça. O que não é de admirar. Metade da turma está doente, porque haveria eu de ser diferente?
E preocupa-me o facto do nosso operador turístico para a Viagem de Finalistas ser um mentiroso compulsivo que já deu de frosques sem ainda sequer ter recebido o pagamento ( o que será quando receber?!).
Ao chegar a casa, a tilintar de frio e a pingar do nariz enfio-me dentro da cama com o casaco ainda vestido e sem sequer almoçar. Tive um dia mau de aborrecido. Deixem-me em paz.
Fecho os olhos por momentos, sem ter consciência de que de sono se trata e enquanto supostamente o corpo descança, a mente trabalha pois esta nunca pára. Mais frio, mais um cobertor. Hoje nem estou com o João, nem o vejo nem o tento ver. No momento em que estou ali aninhada naquele mundo de algodão a cheirar a lavado está ele a debater-se com o exame de código. Desejo-lhe sorte mentalmente.
Quando o comprimido faz efeito e a minha mãe resolve invadir-me o quarto para brincar no meu computador resolvo levantar-me e fazer-me à vida. Organizar papéis, ver e-mails e desesperar um bocadinho mais sobre os prazos à porta e o já devia ter sido feito.
Devia ter estudado Psicologia, feito o trabalho das células estaminais, ou aquele texto sobre o amor para Português. Vou escrever sobre quê, se a única coisa que tenho para contar é o meu dia aborrecido e para enaltecer é a minha dor de cabeça medonha que me desconecta qualquer neurónio?
Como se chama aquela hormona que determina a paixão? Oxitocina? É sobre ela que vou falar pronto. Amor é oxitocina que se liberta do hipótalamo sem se ver. Afinal porque é que o amor não há-de ser bioquimicamente determinado? E quem diz que sentimentos são mais que feromonas?
O João passou no exame. Finalmente vou ter motorista digo-lhe eu. Quando desligo o telefone sei que o ponto máximo do meu dia foi este. O seu riso, a sua confiança, a sua pressa de me contar logo o que tinha acontecido de especial no dia dele.
Sorri e virei a cara à dor de cabeça. Nada podia igualar os meus níveis de oxitocina naquele momento.

segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
27.1.10
21:14
Um bom Biólogo é aquele que não distingue um elefante de uma alface.
Sei que não posso pôr de parte a minha racionalidade, (e se o fizesse estava a fingir). Mas tenho o direito de ser feliz.
E vou fazer por isso.

Joana és tão imprevisível como uma borboleta. Mas eu gosto disso =)
segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
26.1.10
21:49
I'm not surprised
Not everything lasts
Have broken my heart so many times,
I stopped keepin' track.
Talk myself in
I talk myself out
I get all worked up
Then I let myself down.
I tried so very hard not to lose it
I came up with a million excuses
I thought of every possibility
And I know someday that it'll all turn out
You'll make me work so we can work to work it out
And I promise you kid that I'll give so much more than I get
I just haven't met you yet
I might have to wait
I'll never give up
I guess it's half time
And the other half's luck
Wherever you are
Whenever it's right
You come out of nowhere and into my life
And I know that we can be so amazing
And baby your love is gonna change me
And now I can see every possibility
They say all's fair
In love and war
But I won't need to fight it
We'll get it right
And we'll be united
And someday I know it'll all turn out
And I'll work to work it out
Promise you kid I'll give more than I get
Than I get than I get than I get
Michael Bublé

segredado ao vento por
Flor de Lótus
18:19
Símbolo de uma realidade interior, confessada em segredo e em intíma conciliação.
Ternura compilada num círculo perfeito que não acaba.
Um Diamante que não pode jamais igualar o brilho dos teus olhos.
Um prateado puro como o da lua num céu negro.
Um pequenino símbolo da minha presença no teu pequeno e delicado dedo com unhas roidas.
Umas palavras minhas que passaram a ser nossas, inscritas na prata virgem.
Uma data de mudança. A data mais importante do ano.
O nome que trazes (ou devias trazer) no coração.
Este círculo perfeito que te dou (símbolo da eternidade), não pode ser nunca comparado à grandiosidade do que sinto por ti. Mas tem o símbolo da minha presença nas tuas palavras, nos teus gestos e principalmente nos sorrisos que esboças quando olhas para este pequenino anel que te dou.
O que me dizes ao ouvido...

segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
25.1.10
14:54
Porque te tenho.

Amo-te
segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
23.1.10
23:13
No outro dia entrei no Pingo Doce e apeteceu-me cortar os pulsos.
Este ano resolveram apostar em anúncios que não só afugentam as pessoas como as fazem ter vontade de arrancar os cabelos pela raiz. Desde o slogan piroso até aos gestos completamente clichés aquilo simplesmente NÃO TEM PONTA POR ONDE SE LHE PEGUE!
Fico sem vontade nenhuma de comprar o que quer que seja que tenha um anúncio com uma mulher de sorriso forçado a falar m-u-i-t-o d-e-v-a-g-a-r-i-n-h-o para que todos percebam o que ela está a dizer (sim porque as mensagens são de grande conteúdo intelectual.Exigem uma refelexão metódica e sistemática!).
Enfim, eu não percebo nada de marketing mas sei que comigo aquilo não está definitivamente a funcionar. Vou deixar de ir ao Pingo-Doce para não ter de ouvir aquela música idiota. Até o Toy se ouvia melhor.
(Pelo menos já percebemos o que faz o Pai Natal quando não é Natal )
segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
22.1.10
16:47
Não sei bem que dia ou que horas eram. Estava uma brisa fresca e desconfortável. Abraçaste-me atrás de mim, apercebeste-te que estava com frio (apercebes-te sempre) e encostaste a tua cara quente na minha.
Estávamos no Cais do Sodré, à espera do comboio cujo destino eu desconhecia.
- Importas-te que vá ver ali uma coisa? - perguntaste-me.
Acenei que não, então beijaste-me e dirigiste-te a um comboio que ali estava parado e vazio.
Senti um arrepio ainda maior quando te afastaste, mas ainda com a recordação do teu tacto e do teu calor, sentei-me num banco a ver-te ler uns livros que tinhas encontrado no tal comboio.
Estavas concentrado, com aquela ruga entre os olhos de que gosto tanto. Folheavas cada livro com o cuidado de quem pega numa flor, o mesmo cuidado que tens sempre comigo. De vez enquando levantavas a cabeça para olhar para mim, sorrir-me e fazer-me sentir que o meu futuro és tu. Porque sempre que sorris assim e os teus olhos cor de mel se iluminam, fazes nascer mais uma estrela na minha noite escura.
Um apito soou no ar, o nosso comboio tinha chegado. Levantei-me para te chamar mas fui atropelada por uma multidão que corria para o comboio. Pisavam-me, davam-me encontrões, cotoveladas, todos corriam em sentido contrário, fazendo os meus pés elevarem-se do solo e arrastando-me numa maré de gente. Perdi-te de vista. Tentei chamar por ti mas o teu nome morreu na minha garganta. As pessoa batiam-me, mas principalmente barravam-me o caminho até ti.
De repente tudo parou, a estação ficou vazia. O comboio soou mais uma vez e partiu aceleradamente, levantado uma nuvem de poeira e uma rajada de vento atrás.
Mas eu não dei conta.
Estava a olhar para um comboio parado, com livros lá dentro, mas vazio. Os teus olhos de mel não estavam lá, tinhas desaparecido.
Num ataque de pânico corri todas as carruagens à tua procura. A loucura tomara-me de posse, naquele momento não passava de um corpo abandonado, desorientado, com espasmos de dor.
Corri tudo. Não vi ninguém. Mas sobretudo não te vi a ti.
Sentei-me cansada no chão frio e senti um arrepio a percorrer o meu corpo petrificado, prisão de uma alma congelada. talvez tenha começado a chover, não sei, a partir desse dia deixei de sentir.
Não voltei a ver-te.

05: 30 da manhã. Acordo sobressaltada. Lavada em lágrimas e suor pego no telemóvel sob a mesa de cabeçeira.
Do outro lado ouço o teu "Estou" ensonado. Sabes perfeitamente o que aconteceu. Os meus pesadelos são muito habituais ultimamente, e o teu telefone já tem o volume no máximo a pensar nisso.
Respirei de alívio e deixei que a tua voz me acalmasse.
Não há noite em que não sonhe perder-te. Preciso de descançar.
segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
20.1.10
21:13
Não me detenham.
Não vou por aí. Não quero ir.
Sou muito mais que simples modas. Recuso-me a abrir mão da minha personalidade.

Por isso não questionem o que sou.
segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
19.1.10
21:13
O que é um sorriso disfarçado nas estrelas?
Um romance inacabado.
O que nos faz procurar a felicidade?
Saber que ela não existe
O que nos faz vencer?
Não procurar a felicidade.
O que nos faz desitir?
O medo de falhar.
O que mais temos medo?
Do tempo.
O que não vêmos?
A câmara oculta.
O que não sentimos?
Aquilo que também não vemos.
O que falta?
Vontade.
O que atingimos?
O que não desejamos
O que todos querem de nós?
Fraqueza, ingenuidade, tolerância.
O que não me podem pedir?
Permissão para passar por cima.

Don't test me
segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
18.1.10
21:35
Corresponde ao período de tempo em que não nos debruçamos sobre o problema de forma consciente
By: aulas de Psicologia
- Tens mesmo de dar nomes a tudo Joana? Não podes simplesmente sentir sem as nomear?
- Sabes com que é que namoras por acaso?
P.S Vou tentar ser menos matemática
segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
17.1.10
19:06
Diz-me o que queres. Decide-te, faz acontecer.
Diz-me se deverei ir ou ficar. Faz das tuas palavras um jogo limpo em que possa confiar. Estende-me a mão só se tencionares não a tirar. Conforta-me, aquece-me, ama-me.
Mas primeiro diz-me o que queres, como queres. Abre o jogo, deixa-me entrar.
Preciso de saber se devo partir ou ficar. Preciso de certezas, de garantias. De saldo positivo.
Diz-me para onde ir. Partir ou ficar. Diz-me.
Decide-te de uma vez por todas. Não quero jogar mais.
segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
16.1.10
21:55
Sei que por alguma razão misteriosa tens uma influência em mim cujos desígnios eu não posso calcular. Substimei-te confesso, substimei o sentimento e julguei-me possuidora de forças que não detenho.
Tomei uma decisão e não sei sei tenho estômago para a manter. Porque quando te vi hoje, pareceste-me o sol acabado de nascer por entre as nuvens.
Cada partícula do ar vibrou e cada centímetro do meu corpo tremeu.
Eu não sei já se te quero deixar ir. Tu para mim és mais que 3 anos, já te tornaste uma vida.
To lose or not to lose you...that's my question
segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
15.1.10
22:50
empty and emptiness. two similar words to describe one single thing: me
segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
14.1.10
21:11
3 anos...
segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
13.1.10
21:26

Maybe I sould just throw a coin...
segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
11.1.10
21:14
I woke the other day
And saw my world has changed
The past is over but tomorrow‘s wishful thinking
I can‘t hold onto what‘s been done
I can‘t grab onto what‘s to come
And I‘m just wishing I could stop, but
Life goes on
come of age
Can‘t hold on
Turn the page
Time rolls on
Wipe these eyes
Yesterday laughs
Tomorrow cries
Memories are bittersweet
The good times we can‘t repeat
Those days are gone and we can never get them back
Now we must move ahead
Despite our fear and dread
We‘re all just wishing we could stop, but
Life goes on
Come of age
Can‘t hold on
Turn the page
With all our joys and fears
Wrapped in forgotten years
The past is laughing as today just slips away
Time tears down what we‘ve made
And sets another stage
And I‘m just wishing we could stop
Life goes on
Come of age
Can‘t hold on
Turn the page
Time rolls on
Wipe these eyes
Yesterday laughs
Tomorrow cries
The Offspring

I'm fine. Or at least I'm going to be ...
segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
9.1.10
22:30
Encontra o rapaz que te chama gira, em vez de boa... Que te telefona quando lhe desligas o telemóvel na cara...
Que fica acordado só para te ver dormir...
Espera pelo o rapaz que beija a tua testa... Que quer mostrar ao mundo
inteiro que fica de mãos dadas contigo à frente dos amigos...
Espera pelo o rapaz que está constantemente a lembrar-te
do quanto significas para ele... E de quanta sorte ele tem por te ter... Espera pelo que se vira para os amigos e diz...'é aquela'
(by:recordações antigas)
Ainda me lembro quando pensava que tudo isto era possível...

segredado ao vento por
Flor de Lótus
12:58

Isn't it?
segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
5.1.10
21:13
Sei que não sou fácil...
Mas quando a aliança lateja no dedo a pressão me sobe no peito sinto que tremo e que o espírito vacila.
Tenho saudades tuas sabes? Não sou uma pessoa fácil, mas ainda consigo sentir

segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
3.1.10
21:44
Hei-de conseguir

Sei que sim...
segredado ao vento por
Flor de Lótus
,
2.1.10
12:54
Please, don't forget to smile
Um grande beijinho para todos os que estão a ler isto =)
