Um pedaço de céu
segredado ao vento por Flor de Lótus , 29.1.10 18:19
Hoje passei uma noite péssima. Dormi cerca de 4 horas e como se já não bastasse a inquietação filosófica e a tendência para coisas complicadas a que sou dada, a dor física atormentou-me neste período de vigília em que devia era estar a ressonar. De facto, a combinação entre dores de garganta, cabeça, barriga e nariz entupido não é desejável. Por isso quando o sol se levantou desejei ardentemente um eclipse, um apocalipse, qualquer-coisa-acabada-em-lipse que me deixasse ficar na cama.
Mas nada se elipsou e eu não tive outro remédio senão sair do meu ninho quentinho, debaixo de 6 ou 7 cobertores e caminhar para aquele pesadelo a que se hama escola (ainda não percebi eu bem porquê, se pesadelo assenta tão melhor..).
Passei pelas brazas a Português, não há comprimido para dormir que iguale a força poderosa de Os Lusíadas, analisados em tom monótono e sem pingo de emoção ou informação de relevo.
Em Educação Física apeteceu-me atirar a bola à cabeça da s'tora e explicar-lhe que o olho de trás não vê, ou pelo menos não deve ser ele a avaliar-nos. Logo, podia não passar a aula toda de costas para nós, please?
Em Psicologia a identidade parece-me algo de irreal e teórico. Apercebo-me de que a minha página está demasiado pesada. Apetece amachucá-la e atirá-la para o cesto de papeis.
Em paralelo com isto doi-me a cabeça, doi-me muito cabeça. O que não é de admirar. Metade da turma está doente, porque haveria eu de ser diferente?
E preocupa-me o facto do nosso operador turístico para a Viagem de Finalistas ser um mentiroso compulsivo que já deu de frosques sem ainda sequer ter recebido o pagamento ( o que será quando receber?!).
Ao chegar a casa, a tilintar de frio e a pingar do nariz enfio-me dentro da cama com o casaco ainda vestido e sem sequer almoçar. Tive um dia mau de aborrecido. Deixem-me em paz.
Fecho os olhos por momentos, sem ter consciência de que de sono se trata e enquanto supostamente o corpo descança, a mente trabalha pois esta nunca pára. Mais frio, mais um cobertor. Hoje nem estou com o João, nem o vejo nem o tento ver. No momento em que estou ali aninhada naquele mundo de algodão a cheirar a lavado está ele a debater-se com o exame de código. Desejo-lhe sorte mentalmente.
Quando o comprimido faz efeito e a minha mãe resolve invadir-me o quarto para brincar no meu computador resolvo levantar-me e fazer-me à vida. Organizar papéis, ver e-mails e desesperar um bocadinho mais sobre os prazos à porta e o já devia ter sido feito.
Devia ter estudado Psicologia, feito o trabalho das células estaminais, ou aquele texto sobre o amor para Português. Vou escrever sobre quê, se a única coisa que tenho para contar é o meu dia aborrecido e para enaltecer é a minha dor de cabeça medonha que me desconecta qualquer neurónio?
Como se chama aquela hormona que determina a paixão? Oxitocina? É sobre ela que vou falar pronto. Amor é oxitocina que se liberta do hipótalamo sem se ver. Afinal porque é que o amor não há-de ser bioquimicamente determinado? E quem diz que sentimentos são mais que feromonas?
O João passou no exame. Finalmente vou ter motorista digo-lhe eu. Quando desligo o telefone sei que o ponto máximo do meu dia foi este. O seu riso, a sua confiança, a sua pressa de me contar logo o que tinha acontecido de especial no dia dele.
Sorri e virei a cara à dor de cabeça. Nada podia igualar os meus níveis de oxitocina naquele momento.

Mas nada se elipsou e eu não tive outro remédio senão sair do meu ninho quentinho, debaixo de 6 ou 7 cobertores e caminhar para aquele pesadelo a que se hama escola (ainda não percebi eu bem porquê, se pesadelo assenta tão melhor..).
Passei pelas brazas a Português, não há comprimido para dormir que iguale a força poderosa de Os Lusíadas, analisados em tom monótono e sem pingo de emoção ou informação de relevo.
Em Educação Física apeteceu-me atirar a bola à cabeça da s'tora e explicar-lhe que o olho de trás não vê, ou pelo menos não deve ser ele a avaliar-nos. Logo, podia não passar a aula toda de costas para nós, please?
Em Psicologia a identidade parece-me algo de irreal e teórico. Apercebo-me de que a minha página está demasiado pesada. Apetece amachucá-la e atirá-la para o cesto de papeis.
Em paralelo com isto doi-me a cabeça, doi-me muito cabeça. O que não é de admirar. Metade da turma está doente, porque haveria eu de ser diferente?
E preocupa-me o facto do nosso operador turístico para a Viagem de Finalistas ser um mentiroso compulsivo que já deu de frosques sem ainda sequer ter recebido o pagamento ( o que será quando receber?!).
Ao chegar a casa, a tilintar de frio e a pingar do nariz enfio-me dentro da cama com o casaco ainda vestido e sem sequer almoçar. Tive um dia mau de aborrecido. Deixem-me em paz.
Fecho os olhos por momentos, sem ter consciência de que de sono se trata e enquanto supostamente o corpo descança, a mente trabalha pois esta nunca pára. Mais frio, mais um cobertor. Hoje nem estou com o João, nem o vejo nem o tento ver. No momento em que estou ali aninhada naquele mundo de algodão a cheirar a lavado está ele a debater-se com o exame de código. Desejo-lhe sorte mentalmente.
Quando o comprimido faz efeito e a minha mãe resolve invadir-me o quarto para brincar no meu computador resolvo levantar-me e fazer-me à vida. Organizar papéis, ver e-mails e desesperar um bocadinho mais sobre os prazos à porta e o já devia ter sido feito.
Devia ter estudado Psicologia, feito o trabalho das células estaminais, ou aquele texto sobre o amor para Português. Vou escrever sobre quê, se a única coisa que tenho para contar é o meu dia aborrecido e para enaltecer é a minha dor de cabeça medonha que me desconecta qualquer neurónio?
Como se chama aquela hormona que determina a paixão? Oxitocina? É sobre ela que vou falar pronto. Amor é oxitocina que se liberta do hipótalamo sem se ver. Afinal porque é que o amor não há-de ser bioquimicamente determinado? E quem diz que sentimentos são mais que feromonas?
O João passou no exame. Finalmente vou ter motorista digo-lhe eu. Quando desligo o telefone sei que o ponto máximo do meu dia foi este. O seu riso, a sua confiança, a sua pressa de me contar logo o que tinha acontecido de especial no dia dele.
Sorri e virei a cara à dor de cabeça. Nada podia igualar os meus níveis de oxitocina naquele momento.

amor como mais vale tarde que nunca vim responder...
apesar de dizeres que não queres estar comigo está muito bom este texto.=) de certeza que quem o ler também vai gostar.
desculpa só ver hoje amor...tens razão hoje foste uma namorada perfeita e eu um perfeito anormal =(
desculpas-me?
amo-te linda
para sempre