segredado ao vento por Flor de Lótus , 28.4.09 18:52




Quando um dia eu sinto que tudo é igual a tudo, e que não há espaço à improvisação e ao sentimento, fecho-me em copas e não digo nada a ninguém.
Quando os teus braços não me alcançam e os teus olhos não me fitam, choro em seco, sem ninguém ver.
Quando o meu sustentáculo, a pessoa dos meus primeiros 9 meses, não me é reconhecida, grito sem ninguém ouvir.
Quando a montanha de coisas para fazer se acumula numa proporção feroz, eu desprezo-a.
Quando o meu símbolo de luta e resistência se depara com a doença iminente, o meu espírito treme.
Quando a minha companheira de ilha, ficou a alguns países de distância, eu lamento não me lembrar de nada para quebrar o gelo

Quando há umas férias em eminência e só se fala nisso…eu calo-me.
Quando alguém me põe num pedestal, quando eu sinto que merecia uma lixeira, eu escondo-me.
Quando a única conversa que acrescentou alguma coisa ao dia, passou-se numa corrida de 10 minutos com uma bruxa a olhar para mim de prancheta na mão, é mau sinal.
Quando sinto que tenho uma úlcera a corromper-me o estômago é muito mal sinal
Quando chego a casa a tresandar a tabaco, não é uma boa premonição.
Quando se começa o dia a ouvir que é o dia da sogra, é preciso azar.
Quando quero abraçar alguém e só consigo mandá-la calar, sinto-me a pior pessoa do mundo.
Quando quero ajudar toda a gente e não consigo, sinto-me impotente
Quando me sinto cansada de rodar o caule para acompanhar o sol, só desejo que a noite chegue.
Quando não sei como me expressar por palavras, mudo de assunto e finjo

Quando me sento no chão, às escuras, sozinha, com uma lágrima como única companhia,


sinto vontade de fugir.


Levanto-me, limpo a cara e saio para o sol.



Nunca desisti,






Agora não é excepção.




Mais um dia

2 Response to " "

Rita Says:

Aposto que a bruxa com a prancheta era a stora de educação física! Não desistas Joaninha :D Gost'i