segredado ao vento por Flor de Lótus , 21.4.09 17:14
Para mim, não és aquele a quem todos fazem continência.
Não me interessa o teu currículum invejável.
Não quero saber das guerras a que já foste, das pessoas que salvaste, das frentes que comandaste.
Não olho sequer para as medalhas.
Para mim, não és aquele que todos respeitam.
Para mim não foste à guerra.
Não combates mal nenhum
Para mim não és aquele que dá entrevistas sobre o terrorismo.
Muito menos aquele que é chamado para o combater!
Não és aquele que comanda as armas e as tropas
Não és aquele que é dono da espada que está no nosso escritório
Nem do bastão, simbolo da tua patente.
Não és aquele que dá nome e vida à artilharia
Não és a fotografia que está nos quarteis e institutos.
Tu para mim, não és o que as pessoas te chamam.
Não és respeitado e amado por mim, pelas mesmas razões por que és por eles.
Tu para mim,
És simplesmente o meu pai.
E eu não posso, não quero, não concebo, não suporto, a ideia de te perder, dolorosa e impiedosamente para uma força tão poderosa e destrutiva como esta, a única que nunca enfrentaste.
É-me pavoroso este impasse de ignorância. Sem sabermos a verdade, constantemente em testes , provações.
Mas seja qual for o futuro, o destino,
eu não te perco.
Eu não te perco para o cancro.
Se precisares de alguma coisa Joaninha, diz. Força, gosto muito de ti. Beijinho