segredado ao vento por Flor de Lótus , 30.4.09 21:02
Desculpa ser o cérebro, onde tu és apenas coração.
Sim, tu, que dás todo o teu amor, toda a tua compreensão.
Desculpa-me por ser instável, orgulhosa, difícil
Desculpa-me por ser tão racional e linear,
Desculpa por não ter asas de fada como sei que às vezes gostavas
Desculpa-me por não ser o modelo de princesa apaixonada,
Desculpa-me por não sossegar nos teus braços
Não me desfazer no teu corpo
Desculpa não me conseguir desligar da crua realidade em que estamos inseridos
Desculpa não gostar de alimentar esperanças
Desculpa por tirar-te o sonho tantas vezes
Eu amo-te,
Gravámo-lo nas nossas alianças
Dissemo-lo nos nossos momentos tão únicos
Nas nossas noites estreladas...
Partilhámos o mais puro néctar do amor
Fomos sempre um, mesmo quando pareciamos separados
E sempre fortes, mesmo cansados.
Nós sempre fomos tudo aquilo que toda a gente procura, toda a gente quer.
Nós sempre fomos dois, numa manhã clara, numa cama feita de lavado
Eu amo-te,
como o mar